T.A.
quarta-feira fevereiro 17th 2010, 0:12
Arquivado em: ficção, humor, querido diário
Publicado por: Fábio Marton

Boa noite. Meu nome é Fábio, tenho 32 anos. Eu sou um viciado em Twitter.

Antes de isso acontecer comigo, tinha um blog. Passava o dia inteiro atualizando o SiteMeter para ver de onde os leitores estavam chegando, tentando adivinhar a identidade deles. Ficava frustrado se um amigo aparecia e não comentava nada. A gente sabia pelo link de entrada, que vinha do blog do cara, e pela cidade dele.

Também atualizava os blogs alheios para saber se alguém havia reagido a algum comentário meu.

Se fosse blog de moça bonita, aí eu comentava primeiro e depois preparava um post mais engraçado e menos politizado. Então eu ficava esperando que aparecesse. Ou ao menos acharia que seria ela, se o SiteMeter mostrasse um acesso vindo do blog dela. Principalmente se esse acesso fosse na época em que ela voltou a fazer um post no blog. Porque, se ela fizesse um post e não clicasse no meu link, aí era meio que como um fora.

Mas agora o Twitter acabou com tudo isso!



Avatar revisitado
terça-feira fevereiro 16th 2010, 15:32
Arquivado em: cinema, not tupy
Publicado por: Fábio Marton

Quando eu revisei Avatar, pensei que o filme era inteiro em computação gráfica. Depois descobri que o que eu pensava ser CG fotorrealista era filme mesmo, live action. Por causa do erro, preciso atualizar minha resenha. Desconsidere o texto anterior e considere o abaixo.

Avatar é uma desgraça para o Cinema. 2 de 10.

Pela atenção, obrigado.



Jovem, você que completa 18 anos…
domingo fevereiro 14th 2010, 22:17
Arquivado em: Brasil, recomendação
Publicado por: Fábio Marton

Estou meio devagar por aqui, mas tenho outro brinquedo no Tumblr. Meu blog lá é o:

A proposta é fazer um English Russia do Brasil, trazendo bizarrices que possam ter graça para alguém de fora.

Uma das vantagens do Tumblr é que ele permite que qualquer um faça um post no blog dos outros. O blog é em inglês, mas eu posso traduzir um post em português se você não se sentir seguro para isso.  Para sugerir posts, use o link no próprio blog ou este aqui.

Você tem uma missão de salvar a pátria brasileira dos departamentos de turismo. Avante, patriota!



Carnaval: o Google não mente jamais
sábado fevereiro 13th 2010, 19:44
Arquivado em: Brasil, cultura
Publicado por: Fábio Marton

Resultados às 20h11 de 13 de fevereiro de 2010.

  • “Amo o carnaval”: 94,900 hits
  • “Adoro o carnaval”: 107,000 hits
  • “Detesto o carnaval”: 45,800 hits
  • “Odeio o carnaval”: 595,000 hits


10 razões para pular o Carnaval
sexta-feira fevereiro 12th 2010, 11:00
Arquivado em: Asia, Islã, Israel, humor, ideologia, notícias
Publicado por: Fábio Marton

…direto para quarta-feira de Cinzas*

1. Ser chamado de folião


2. Ser individualista


3. Não é mais a mesma coisa


4. Hoje em dia, não é nada que você não veja o resto do ano


5. Por mais que você tente, não consegue evitar estar acima disso6. A expressão “samba, suor e ouriço” lhe causa náusea, e você morre pra não saber o que é ouriço


7. Você não tem o physique du role


8. Você é de uma região que não tem a menor tradição no assunto


9. Pela TV tem tecla “mute”


10. Será que é isso que você realmente quer?

*Perdoe o leitor o re-post, mas ano passado eu não estava aqui e… não vai me fazer trabalhar no Carnaval, vai?



Ciência velha
terça-feira fevereiro 02nd 2010, 16:43
Arquivado em: ciência, comunismo, história, ideologia
Publicado por: Fábio Marton

Nos anos 40, descobriu-se um inseticida que parecia ter tornado pragas de seis patas coisas de um passado remoto: o DDT. Capaz de destruir o sistema nervoso dos artrópodes, o veneno não causa qualquer efeito imediato aos vertebrados – você pode tomar um copo de DDT e não vai sentir nada. Considerado seguro, o inseticida foi aplicado extensivamente ao meio ambiente e, ao diminuir a população de pernilongos por alguns anos, conseguiu erradicar a malária de divrsas regiões, como o Sul da Europa, os Estados Unidos e várias partes do Brasil, como Minas e Bahia.

Duas coisas, porém, a ciência da época não previu. Uma foi que a evolução pode agir muito mais rapidamente que se imaginava e acabou por selecionar pernilongos resistentes, de forma que em 5 anos o veneno não era mais capaz de matar todos os insetos.  Outra foi o efeito do DDT na cadeia alimentar, se acumulando no corpo de animais, principalmente os que estavam no topo dessa cadeia, como grandes predadores e as próprias pessoas que se alimentavam de peixes e caça contaminada. Pouco DDT é inofensivo a um vertebrado, mas muito pode causar mutações e problemas hormonais. Nos anos 60, a população de peixes e predadores estava declinando nas regiões onde se aplicou extensivamente o veneno. Isso acabou levando ao primeiro movimento ecológico da história e ao banimento total do DDT nos anos 70 – medida que alguns consideram exagerada.

Note-se aqui que o surgimento da consciência ecológica deve-se a uma evolução do pensamento científico, não sua negação. Alguém que decidisse hoje ignorar tudo o que se aprendeu e jogar DDT de avião sobre um mangue seria, corretamente, taxado de retrógrado, anacrônico, anticientífico.

Quando as ideias socialistas surgiram, elas aparentavam terem mais valor científico que as ideias liberais. A “mão invisível” soa uma coisa quase teísta, rescindindo a cristianismo recalcado. “Não faça nada, espere passar” é sempre um conselho frustrante, enquanto que economistas socialistas, marxistas ou keynesianos, possuem um arsenal de tabelas, cálculos e conselhos para melhorar qualquer coisa na vida. Reprimindo abertamente o pensamento religioso, a União Soviética e os países comunistas em geral pareciam apontar o futuro, um mundo mais científico, mais controlável.

Já nos anos 30, economistas da escola austríaca provaram que havia muitas falhas na ciência socialista, das quais a maior é delegar aos planejadores econômicos a tarefa impossível de calcular o resultado de um processo caótico, a construção de preços. Sem um sistema de preços adequado, o mundo soviético vivia em constante crise de produção, fazendo mais do que devia de certas coisas e racionando outras.

Talvez o homem comum seja mesmo um capacho lambedor de botas que troca a liberdade por um colchão de molas sem piscar, mas o mundo socialista não foi apenas opressivo a pensadores não-alinhados, foi miserável e insatisfatório ao trabalhador comum – eis a maior razão de sua derrota.

Onde quero chegar? Socialistas contemporâneos agem como o sujeito que quer aplicar DDT ao manguezal. Eles usam de ferramentas intelecutais que a experiência provou ultrapassadas – são claramente uma força retrógrada, e é assim que deviam ser chamados: reacionários, anticientíficos. E corporativistas, pessoas se defendendo por diversos expedientes da experiência histórica, de forma a prosseguir trabalhando com instrumentos obsoletos, poupando-se do esforço de se adaptar ao que o conhecimento nos trouxe.

Talvez a minha metáfora nao seja das melhores. O DDT, afinal, salvou muita gente da malária e mesmo seu fracasso trouxe conhecimentos importantes. A maior  herança do marxismo foi ter tornando o ataque ad hominem (“você defende isso porque é seu interesse de classe”) um argumento intelectual válido.



Morra e deixe viver
sexta-feira janeiro 29th 2010, 1:36
Arquivado em: ciência, humor, ideologia
Publicado por: Fábio Marton

Muitos meios têm abordado a grande preocupação ética da geração: como diminuir suas emissões de carbono, e assim adiar em quem sabe em 21 minutos nossa eliminação certeira e iminente pela fúria da Grande Mãe Gaia, cansada do fato de estarmos nos divertindo bagarai com isso de capetalismo global neoliberal. Graças às publicações conscientes, questões muito relevantes tem sido respondidas, como por exemplo se é melhor usar carro ou moto, óculos ou lentes de contato, copinho plástico ou de vidro, papel higiênico ou jornal velho, zoofilia ou vibrador elétrico.

No entanto, a última fronteira nesse assunto ainda não foi abordada:  a morte.  Ou melhor, a morte em si, em sua forma banal, essa já foi abordada na forma da decisão de um cemitério ou cremação. Mas quero dizer a morte enquanto progresso, aquilo que muitos espíritos avançados enxergam como o melhor futuro possível para o planeta (ainda que não haverá ninguém para se impressionar com o quanto melhor ficou mas, enfim, percalços). É certo que isso é condenado pela maioria das religiões, mas por essa mesma razão talvez o que mais você deseje nessa hora é ter um crédito de santidade extra por ter colaborado com o bem-estar das futuras gerações de esquilos, lesmas e capivaras.

Sim, falamos do suicídio.

Então, o que emite mais carbonos feios, chatos e bobos no meio-ambiente, um tiro na cabeça ou a forca? Cortar os pulsos ou se atirar do prédio? Acompanhe pelo nosso…

GUIA NOT TUPY PARA UM SUICÍDIO SUSTENTÁVEL

Armas de fogo: armas produzem emissões em seu processo de produção industrial e as balas também são industrializadas, produzidas a partir de certos produtos químicos que igualmente consumiram recursos e causaram emissões em seu fabrico. Pesados e vindos de longe, esses componentes emitem mais ainda no transporte. Ao final, uma pistola emite 5 toneladas e 10 g de CO2 para ser produzida, embalada e transportada, e cada bala mais 150kg, fora a emissão de 0,000002g a cada tiro, que é capaz de aquecer a atmosfera em 0,0000000000000000025 grau. Dê preferência a armas produzidas localmente, um Taurus ao invés de um Kalashnikov – assim, você reduz as 5 toneladas para apenas 4.979 kg. A solução ideal seria não incentivar a indústria comprando armas e munições para o trabalho. Se você se postar diante de um tiro que seria disparado de qualquer maneira, não estará causando impacto nas emissões. Seja sustentável e procure um tiroteio próximo a você.
Sustentabilidade: **

Facada: a faca também é um produto industrializado, mas tem a vantagem sobre armas de fogo de ser mais leve, consumindo menos no transporte, e não usar balas carbogênicas. Uma solução seria usar algo improvisado – uma faca emite 900 kg de carbono para chegar em sua casa, enquanto que uma escova de dentes afiada com um apontador, apenas 67 kg. De um ponto de vista científico, em todo caso, você não vai causar nenhuma emissão adicional de gases-estufa se não comprar uma faca nova para o trabalho. Garanta, portanto, por meio de sua carta de suicídio, que sua família continue a utilizar a faca de seu despacho final para cortar bife ou passar manteiga no pão.
Sustentabilidade: ***

Forca: certifique-se que a corda seja feita de fibras de plantações orgânicas, de preferência originárias de a não mais de 100 km de sua residência. Procure em sites especializados, há muitos produtores de cordas de cânhamo que se adequam ao perfil. 5 metros de boa corda assim produzida emitem apenas 180 kg de gases-estufa, principalmente metano da cabeleira dos agricultores. Quanto ao suicídio ser interno ou externo, a versão interna pode danificar lustres e candelabros, cuja reposição causará 2 toneladas em emissões, mas por outro lado permanecerão apagados e sem impactar o ambiente por certo tempo. Já usar uma árvore pode soar romântico, uma espécie de comunhão com a natureza, mas há o risco de quebrar o galho e ferir essa majestosa forma de vida. Se você quiser mesmo usar uma árvore, procure uma resistente, e peça ritualmente permissão a ela antes de prosseguir (dica: bananeiras são péssimas).
Sustentabilidade: ****

Cortar os pulsos: à primeira vista, o método teria as mesmas vantagens e desvantagens de uma facada no coração, mas isso é ilusório. É preciso manter uma torneira aberta para evitar que o sangue coagule e feche o corte, o que é um imenso desperdício desse precioso recurso, tão precioso que as pessoas realmente conscientes não o desperdiçam com algo tão frívolo quanto banho  (cada banho que você toma emite 1,8 tonelada de gases-estufa). Apenas corte o pulso com água de chuva ou esgoto reciclado.
Sustentabilidade: **

Atirar-se de um prédio: prédios em geral são mais sustentáveis que casas, portanto, este método é recomendável, mais ainda se for um prédio inteligente, de nova geração, com reciclagem de esgoto e geração autônoma de energia – cuidado, nesse caso, para não ferir os paineis solares ou as estruturas de captação eólica.  Quanto a subir de elevador ou de escada, especialistas se dividem nesse ponto: se você estiver com pressa e subir ofegante, vai emitir 81,9 g de carbono para subir 20 andares, versus 68,5 do elevador, mas se você subir andando e assoviando, emitirá apenas 59,7 gramas. Este método tem ainda a vantagem de possibilitar a neutralização de outro ser emissor de carbono na chegada ao solo.
Sustentabilidade: *****

Remédios: apenas recomendável se usado como forma de protesto. Além d0s 759 kg e 51 g de CO2 produzidas na fabricação, embalo e transporte de cada comprimido de aspirina, você não vai querer que seu último gesto seja financiar uma corporação exploradora de povos da floresta, vai? Apenas use se puder fazer parecer um acidente, provando à opinião pública que os medicamentos não são seguros.
Sustentabilidade: *

Atirar-se em frente a um veículo: pode parecer  inicialmente inadequado, pois exige uma entidade emissora Exu-caveira 8º Dan, que emite 9,875 toneladas de CO2 por hora, mas é preciso avaliar as consequencias a médio prazo. Primeiro, um poluidor será tirado de circulação temporariamente, com sorte,  permamentemente (para melhor efeito, não se jogue em frente a um veículo grande – menos ainda se for um transporte coletivo).  Segundo, o motorista traumatizado evitará a direção, tornando-se por condicionamento pavloviano uma pessoa sustentável. 
Sustentabilidade: ****



Botecoria de filósofo
quinta-feira janeiro 07th 2010, 1:03
Arquivado em: filosofia, humor
Publicado por: Fábio Marton

Fala-se em filosofia de boteco, mas, ora, poucos se lembram que os filósofos também bebem. E, assim como qualquer um, podem se ver inspirados a construir pontes mentais improváveis nesses momentos de risco.

Abaixo, algumas versões beta daquelas que, uma vez destiladas, tornar-se-iam momentos de luminosidade condensada, grandes tuitadas de sabedoria.

“Não concordo com porra nenhuma que você disse, e vou encher sua orelha de bolacha” – Voltaire, que apanhou e mudou de ideia

“O homem nasceu livre, e onde quer que você olhe o filho-da-puta tá com essa corrente, o tarado.” – Rosseau, sobre o Marquês de Sade

“A beleza não é uma qualidade nas coisas elas mesmas. Ela existe apenas na mente do observador. Isto é, sem mim, você é feia.” - cantada #1 de David Hume

“A vida deve ser vivida para frente, mas só pode ser entendida para trás. No homo” - Soren Kierkegaard

“O que não deve ser dito deve ser calado… Alôooco, viram como o mané saiu com o rabo entre as pernas?” – Ludwig Wittgenstein

“Só sei que tenho amnésia alcoólica” – Sócrates

“Você deve contar cada dia como uma vida separada. Sim, barman, tou falando de minha conta” – Sêneca, antes de ser atirado ao Forum Venalium

“Viva sua vida  como se cada ato pudesse se tornar regra universal. Sim, isso quer dizer que não se pode mentir nunca. Não, nem pra catar mulher, Fritz… Ei! Quem gritou ‘virgem”?!!!”- Kant

“O homem é o que ele come. O que ele bebe ele mija, oras” – Ludwig Feuerbach

“Tornar-sh inteligzívo é o zuixídio da ffilo… filo… filoshofiãan. Cãmo? Ieu dije: tornar-she.. inteli… inteligível… é suijídio… suicídio da filoshofia!. Ontra vex? Tor-tornar-se inletigível é o suicídio da folososifa. Tá me tirando, né? TORNAR-SE INTELIGÍVEL É O SUICÍDIO DA FILOSOFIA, porra!” – Martin Heidegger e seus amigos Goldschläger, Steinhäger e Jägermeister

“O Frazão’s tem porções que a razão desconhece” – Blaise Pascal, entrevistado para o Guia Paris 1644

“Deixa aí, o ópio é do povo, Engels!” “Eu comprei, Marx! Jesus… ” – diário perdido de Marx e Engels

“Penso, pogo, desisto” – Descartes, rabiscando na mesa

“Se você olhar no abismo tempo o bastante, o abismo olha de volta para você. Tou falando sério, gente, meu troço quase se encolheu pra dentro de medo, vêm ver aqui!” – Friedrich Nietzsche



Ode a Blanka (samba-enredo)
domingo janeiro 03rd 2010, 22:02
Arquivado em: Brasil, humor
Publicado por: Fábio Marton

Dos céus
ele desceu – Meu Deus! Meu Deus!
Como um bólido estrelar,
na Amazônia e bem pra lá
em terras de Iemanjá
a selva o recebeu.

blanka
(refrão)
Blanka,
A cara do meu Brasil – caiu, caiu!
Dá choquinho e dá bolinha,
É a cara da Erundina
Tem miolo de galinha
Mas não é o Ryu

De longe
o povo se admirou – Weeeou, weeou!
do que nunca antes mirou
em bom português expressou,
e assim o batizou:
Homem Blanco

Clorofila,
não deixou que fosse branco – o santo! santo!
e ficou verde e vermelho
de se viver até o joelho
na floresta e no atoleiro
A isso eu canto.

Pirambóia,
mais ela e os macacos – no ato, no ato!
Ensinaram a dar os choques,
a bolinha e os croque,
preparando ao convescote
Do M. Bison

Mamãe,
que achou lá no final – que tal? que tal?
O Bison a estrubuchar,
Ela olhou no calcanhar
Reconheceu seu andar,
Herói nacional!



…e não desisto nunca!
sábado janeiro 02nd 2010, 10:32
Arquivado em: Brasil, américa latina, notícias, ridículo
Publicado por: Fábio Marton

Quão pitoresco…

blanka_big

Brasileiros pedem dinheiro ao governo para continuar no Suriname.